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O risco do melindre na relação fonte e imprensa
publicada em: 15/06/2010
No relacionamento entre fonte e jornalista não cabe melindre nem ressentimento. Tanto quem presta a informação como quem registra o fato tem que ser profissional. Não há espaço para reclamações posteriores, negativas para novas entrevistas nem tampouco alfinetadas e indiretas. Quem choraminga depois de conceder entrevista, porque não gostou do resultado da reportagem ou porque se sentiu vítima, mostra claramente a falta de conhecimento sobre o papel que deve exercer um porta-voz. Proclamar-se alvo toda vez que aparece na mídia só ajuda a alimentar um confronto desnecessário e negativo. Quem está na vitrine vai sempre aparecer, de uma forma ou de outra, sob aspectos negativos ou positivos. Não dá pra evitar. Esse é o jogo. Se o porta-voz entender as críticas, assimilar o que serve e dispensar o que considera provocação, vai tirar melhor proveito da relação.
E outra, o que interessa muitas vezes não é a pessoa do porta-voz, mas o que ele representa para a comunidade. E sabe porquê? Porque o cargo é passageiro. O porta-voz pode perder o cargo, mas o espaço continua lá pra outro assumir. Ser porta-voz é antes de tudo prestar um serviço à sociedade, o serviço de ser fonte de informação.
